A crise em Cuba ganhou um novo e chocante capítulo. Em Havana, o lixo começou a dominar esquinas, calçadas e avenidas, atraindo enxames de moscas e exalando um cheiro forte de comida podre, em um dos impactos mais visíveis da tentativa dos EUA de impedir que o petróleo chegue à maior ilha do Caribe.
A falta de combustível afetou diretamente os serviços básicos. A coleta de lixo foi uma das primeiras a entrar em colapso. Com menos caminhões rodando, toneladas de resíduos sólidos ficam acumuladas por dias, enquanto a população tenta lidar com as consequências.

Caminhões parados revelam o impacto do bloqueio em Cuba. De acordo com o portal estatal Cubadebate [http://www.cubadebate.cu/categoria/noticias/], apenas 44 dos 106 caminhões de lixo de Havana continuam operando.
O motivo é simples. Falta combustível. Como resultado, a coleta ficou lenta e irregular. Enquanto isso, caixas de papelão, sacolas usadas, garrafas plásticas e até trapos se acumulam nas ruas da capital à beira-mar. Moradores circulam desviando das pilhas. Habitantes vasculham o lixo em busca de restos que possam ser reutilizados. A situação, portanto, se tornou parte do cotidiano urbano de Cuba, algo que até pouco tempo parecia impensável para muitos moradores.

Petróleo some e governo de Cuba impõe racionamento. O abastecimento de petróleo em Cuba despencou nos últimos dois meses. Por isso, o governo passou a implementar medidas de racionamento para tentar preservar serviços essenciais. Isso ocorre em um país que já enfrentava escassez de alimentos, combustível e medicamentos.
Por outro lado, um jornal russo informou que Moscou se prepara para enviar cargas de petróleo bruto e combustível para a ilha comunista em um futuro próximo, embora sem data definida.
Os Estados Unidos mantêm um embargo contra Cuba desde a década de 1960, mas nos últimos meses o governo do presidente Donald Trump endureceu sua postura, sancionando navios que transportam petróleo para Cuba. O governo argumenta que as medidas pressionarão por uma mudança política em Cuba. As Nações Unidas há muito votam pelo fim do embargo dos EUA.